DESCONTAMINAÇÃO DE AMBIENTES MARINHOS: ESTRUTURA DE FILTRAGEM
DOI:
https://doi.org/10.62790/rtfv13n1-004Palavras-chave:
Microplásticos, Filtragem, Bio Trash Whale, Aço AISI 316Resumo
O artigo aborda a problemática dos microplásticos nos oceanos e propõe uma solução inovadora para filtrar esses resíduos. Os microplásticos, fragmentos menores que 5mm, estão amplamente distribuídos nos ambientes marinhos, causando danos à fauna e ameaçando a cadeia trófica. O Bio Trash Whale é apresentado como um submarino não tripulado capaz de filtrar microplásticos, utilizando peneiras e espumas de aço. O objetivo geral do artigo é desenvolver um projeto de filtragem acoplável a navios e rebocadores para reduzir os níveis de microplásticos nos oceanos. A justificativa destaca a urgência do problema, enfatizando a ameaça aos ecossistemas marinhos e à saúde humana, já que os microplásticos podem ser ingeridos através da cadeia alimentar. O artigo menciona a falta de soluções técnicas e economicamente viáveis para a remoção dos microplásticos já presentes nos oceanos. A metodologia descreve o desenvolvimento do filtro baseado no modelo do Bio Trash Whale, adaptando-o para ser acoplado aos cascos de navios cargueiros e rebocadores. O material escolhido para resistir às condições marítimas é o aço AISI 316, devido à sua resistência à corrosão. O filtro é composto por peneiras e espumas de aço em seções, proporcionando fácil acesso e manutenção. O artigo explora as consequências da distribuição de microplásticos no ecossistema marinho, destacando os impactos em diferentes organismos, desde fitoplâncton até seres humanos. São citados casos de obstrução do trato digestório, desequilíbrio hormonal e impactos na reprodução. A inclusão de cálculos de mecânica dos fluidos visa analisar o impacto do filtro no desempenho de grandes cargueiros. Os resultados indicam que a adição do filtro exige apenas 1% a mais de potência para vencer o arrasto.
